segunda-feira, 3 de maio de 2010

Os vencedores do último final de semana.

Por Marcelo Pereira

Assisti ao vivo, via “streaming”, direto do Museu da Imagem e do Som (MIS/SP) a entrega do Prêmio Claro Curtas, a segunda edição do festival de curta-metragens da operadora de celular. O tema deste anos foi “Ser Digital”, e cada participante deveria enviar um vídeo com até 90 segundos, falando sobre o que achava que era esse “Ser Digital” nos dias de hoje.

Entre mais de 1.900 vídeos enviados, foram selecionados os 100 melhores, que viraram os 10 melhores na visão dos jurados (uma equipe de peso, com nomes como Caio Gullane e Philippe Barcinski, entre outros), e que por fim se transformou no anúncio dos vencedores:

Mídia Obsoleta”, de André Sicuro, do Rio de Janeiro; “Gustavo”, de Estevão Keglevich, de Goiás; e “Mar Vermelho”, de Cristyangelo Gomes, de Alagoas. O prêmio de Juri Popular foi para "Arroba", de Ricardo Martins Pereira e Souza, também do RJ.

É legal ver que existem bons valores sendo reconhecidos fora do eixo RJ-SP, pra variar. Para ver os vencedores, é só ao site do Claro Curtas, clicando aqui.

Detalhe inusitado do evento: um dos jurados, o ator Matheus Nachtergaele, subiu ao palco para a entrega de um dos prêmios de um jeito, como diria... fora do normal (diga-se "breaco bagarai"). Rs... Mas é um baita ator, admiro muito seu trabalho.

E enquanto isso, o filme "As Melhores Coisas do Mundo", de Laís Bodanzky, foi o grande vencedor dos principais prêmios do 14º Cine PE, que terminou ontem, em Recife. Entre os prêmios, destaque para melhor direção de arte, edição de som, fotografia, direção e melhor filme.

O filme, baseado na série de livros "Mano", de Gilberto Dimenstein, retrata e é voltado para o público jovem, um nicho pouco explorado pela indústria nacional (só 2% da produção nacional foi feita com os olhos voltados para quem tem menos de 18 anos em 2009), mas que promete ser o primeiro de muitos. Achei a ideia no mínimo interessante, já que foge do atual “cinema favela” que tanto já deu no saco por aqui.

Resta saber se a diretora e os irmãos Gullane vão acertar a mão e conquistar essa que promete ser uma fatia bem gorda do mercado.




See ya!
4 Elementos – Fábrica de Ideias

2 Comenta aqui!:

Tecelã disse...

Olá, Marcelo
Laís Bodanzki é uma cineasta de grande sensibilidade, que já nos deu Bicho de Sete Cabeças, com desempenho brilhante do Rodrigo Santoro.
Falando em filmes sobre/para juventude, destaco o Proibido Proibir, do Jorge Durán (2007).
Grande abraço.

Ivana disse...

Marcelo, suas indicações são um passaporte para uma grande viagem... Redescobrí a Céu, adorei esta versão do Mettalica e fui rever aquele reggae. Até hoje acompanho outra indicação sua: o australiano Dub FX que também me impressionou pela qualidade das fotos tiradas nos eventos e naquela intervenção interessantíssima das fotos na Ukranie, parecem meio aquareladas, a composição estética é lindíssima. Mas um dos melhores achados foi o curta Nocturne, de Vincent Laforet, experiência com máquina fotográfica e de filmar. Roteiro de um thriler sem diálogos, clima dado pela trilha de percussão e a pela iluminação.
Adorei!