Por Marcelo Pereira
Fiquei uns bons minutos aqui, pensando em como começar este post. E acho que vou começar compartilhando com vocês um detalhe pessoal: tenho 33 anos, com upgrade programado para dia 20 do mês que vem, se nada acontecer... (guarde esta informação! Rs...).
A frase “Tudo a seu tempo”, se não é uma verdade absoluta, na maioria das vezes faz bastante sentido. A real é que existem alguns assuntos, alguns temas da vida ou questões da humanidade, que se apresentados antes do “tempo certo”: ou perdem o encanto, ou ficam sem sentido, por pura ignorância nossa (no sentido literal, de falta de conhecimento). Um exemplo: o por quê falamos para as crianças sobre “abelhas e flores” ou sobre a “cegonha”, ou o que você preferir. Já tentou explicar pra uma criança de 5 anos “como foi que eu nasci”? Pois é, complicado...
Duas outras destas “coisas” são, na minha opinião, Jazz e Chico Buarque. Fui apresentado a ambos quando ainda era adolescente, e fui categórico: odiei. Por culpa da ignorância, falta de bagagem cultural, falta de vivência que me impediu de compreender, naquela fase mucho loca da minha vida, toda a riqueza que ambos tem a oferecer.
Hoje, com o começo da maturidade que a minha idade me dá, e com as lacunas “daquela” ignorância devidamente preenchidas, eu posso dizer que tanto Jazz quanto Chico Buarque são “du car*%ralho”! Melodia de um, poesia do outro, ambos fantásticos.
E quando os dois se juntam? Foi assim, escutando uma versão da música “Construção”, de Chico Buarque, que conheci o grupo bahiano Banda de Boca.
Criada em 1999 por Hiran Monteiro, a banda tem como características a “imitação”, por assim dizer, dos sons de instrumentos com a voz, como guitarra, contrabaixo, percussão, etc. Eles dominam com maestria a arte de fazer música sem usar instrumentos, como o músico Dub FX, do qual já falamos aqui, só que utilizando o mínimo de tecnologia.
Eu achei muito bom, pois a banda consegue dar uma nova cara para músicas conhecidas, acrescentando um estilo próprio, intimista. Como é o Jazz na sua essência.
Essa é nossa dica musical de hoje. Para o site oficial da Banda de Boca, clique aqui. Para o MySpace, aqui. E para ver a tal versão de “Construção”, é só dar o play abaixo (preste atenção ao solo de guitarra e diga: ficou ou não ficou igual ao original?).
Ah! Puxei essa dica do programa Jazz em Ponto, da Rádio Eldorado, sob o comando do Derico (sim, o do Sexteto do Jô). Um achado, vale a pena ouvir.
See ya!
4 Elementos – Fábrica de Ideias
Fiquei uns bons minutos aqui, pensando em como começar este post. E acho que vou começar compartilhando com vocês um detalhe pessoal: tenho 33 anos, com upgrade programado para dia 20 do mês que vem, se nada acontecer... (guarde esta informação! Rs...).
A frase “Tudo a seu tempo”, se não é uma verdade absoluta, na maioria das vezes faz bastante sentido. A real é que existem alguns assuntos, alguns temas da vida ou questões da humanidade, que se apresentados antes do “tempo certo”: ou perdem o encanto, ou ficam sem sentido, por pura ignorância nossa (no sentido literal, de falta de conhecimento). Um exemplo: o por quê falamos para as crianças sobre “abelhas e flores” ou sobre a “cegonha”, ou o que você preferir. Já tentou explicar pra uma criança de 5 anos “como foi que eu nasci”? Pois é, complicado...
Duas outras destas “coisas” são, na minha opinião, Jazz e Chico Buarque. Fui apresentado a ambos quando ainda era adolescente, e fui categórico: odiei. Por culpa da ignorância, falta de bagagem cultural, falta de vivência que me impediu de compreender, naquela fase mucho loca da minha vida, toda a riqueza que ambos tem a oferecer.
Hoje, com o começo da maturidade que a minha idade me dá, e com as lacunas “daquela” ignorância devidamente preenchidas, eu posso dizer que tanto Jazz quanto Chico Buarque são “du car*%ralho”! Melodia de um, poesia do outro, ambos fantásticos.
E quando os dois se juntam? Foi assim, escutando uma versão da música “Construção”, de Chico Buarque, que conheci o grupo bahiano Banda de Boca.
Criada em 1999 por Hiran Monteiro, a banda tem como características a “imitação”, por assim dizer, dos sons de instrumentos com a voz, como guitarra, contrabaixo, percussão, etc. Eles dominam com maestria a arte de fazer música sem usar instrumentos, como o músico Dub FX, do qual já falamos aqui, só que utilizando o mínimo de tecnologia.
Eu achei muito bom, pois a banda consegue dar uma nova cara para músicas conhecidas, acrescentando um estilo próprio, intimista. Como é o Jazz na sua essência.
Essa é nossa dica musical de hoje. Para o site oficial da Banda de Boca, clique aqui. Para o MySpace, aqui. E para ver a tal versão de “Construção”, é só dar o play abaixo (preste atenção ao solo de guitarra e diga: ficou ou não ficou igual ao original?).
Ah! Puxei essa dica do programa Jazz em Ponto, da Rádio Eldorado, sob o comando do Derico (sim, o do Sexteto do Jô). Um achado, vale a pena ouvir.
See ya!
4 Elementos – Fábrica de Ideias
0 Comenta aqui!:
Postar um comentário