segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Edição é fazer Ctrl+C e Ctrl+V ?

Por Marcelo Pereira

Fala, galera! Como anda a vida por aí? Já decidiu em quem votar no próximo dia 03? Pensa bem, hein? O voto é escrito a tinta, e não tem “branquinho” que resolva depois, beleza? Rs...

“Mas Marcelo, por quê você tá falando de eleições?” Na verdade, o papo de hoje é sobre a única técnica realmente “criada” pelo cinema: a edição. Qual a relação da edição com as eleições? A gente chega lá.

Tinha um tempo que este post estava “na fila”, e resolvi nascer ele quando vi um outro post bem interessante, este no “Tecnologia e Cinema”, um site colaborativo sobre... tecnologia e cinema, basicamente. Rs... Este post (muito bem escrito pela Gabriela Egito, inclusive), fala algo que eu concordo: é na sala de edição que qualquer filme ou peça audiovisual se forma. A edição é tão importante que pode mudar o sentido de um filme inteiro. Tudo aquilo que o roteirista imaginou, o diretor tornou possível, os atores interpretaram, enfim, todo o esforço de uma equipe inteira pode literalmente acabar (ou ser salvo, também) na mesa de edição.

Quer um exemplo? Veja o vídeo abaixo.




Uma boa edição conseguiu transformar esse cara aí em um sujeito super agradável, né? (Tá bom, super é exagero. Mas se você não soubesse quem ele foi, poderia pensar isso).

E esse aqui, então?




Um clássico do suspense, "O Iluminado" foi transformado em um filme “água com açúcar” graças ao poder da edição. Surpreendente como a cena certa no lugar errado muda completamente o sentido de um filme, não é? Junte a isso uma trilha sonora diferente, e voilá! Temos um novo filme.

Tá, legal. Mas e a eleição?!

Hoje, eleição é sinônimo de Marketing. Fato. E a maior ferramenta de MKT para conversar com as massas (ainda) é a TV, um veículo audiovisual. Quem foi guerreiro e conseguiu assistir ao Horário Eleitoral Gratuito deve ter percebido uma mudança. Tirando as tosquices dos candidatos, é praticamente um show de imagens e trilhas comoventes, colocadas ali com apenas um propósito: emocionar. Hipnotizar. Anestesiar. Fazer sonhar. Se funcionou? As (supostas) pesquisas sugerem que sim, pois o (suposto) primeiro colocado (supostamente) cresceu mais a partir do início do horário político na TV, e é o que mais usa esta linguagem de cinema em sua campanha. Podem reparar.

Edição é uma arte. E como a Gabriela conclui, “pra ser não um cineastazinho de meia tigela mas um senhor cineasta, você tem que saber o que a edição é e por que ela pode salvar (ou destruir) o seu filme.

O que eu concordo.

See ya!
4 Elementos – Fábrica de Ideias

2 Comenta aqui!:

atibaia disse...

podia tentar ser menos óbvio né

BRgirl disse...

Obrigada pelos elogios, Marcelo! rsrsrs Adorei os seus exemplos. Cá pra nós, o meu professor disse que o filme "Beleza Americana" (American Beauty, 1999) mudou completamente na edição. Segundo ele, a história era pra ser da Annette Bening, mas eles fizeram exibições de teste e a platéia detestou ela. Daí transformaram o Kevin Spacey em protagonista e incluíram a narração em off pra dar uma guaribada. Não sei se acredito pq meu prof é um contador de histórias e tanto. Mas talvez vc queira se aventurar a pesquisar isso. Bjs!