quinta-feira, 31 de março de 2011

Crowdfunding, um caminho interessante.

Por Marcelo Pereira

Um homem vestindo um moleton cinza sobe correndo vários lances de uma escadaria. Ao chegar no topo, começa a saltar, com os braços erguidos, ao som de uma orquestra. Já sabe a qual filme a cena acima pertence?

Em meados dos anos 70, o filme “Rocky, um Lutador”, de Sylvester Stallone, colocou a cidade da Filadélfia em evidência com esta cena da subida da escadaria do Museu de Arte da Filadélfia, que é repetida ano após ano pelos milhares de turistas e moradores da cidade, chamada agora de "Rocky steps".

Cientes da repercussão e do valor turístico da atração para a cidade da Filadélfia, os moradores de Detroit decidiram fazer algo parecido: uma estátua do personagem “Robocop, filme homônimo e que tem a cidade como pano de fundo. Diante da negativa do prefeito em ceder dinheiro público para a construção da estátua (ah, primeiro mundo...), os cidadãos se uniram utilizando ferramentas de internet, e acabaram juntando a quantia necessária para fazer o projeto.

Toda essa volta para ilustrar o poder do “Crowdfunding”. Ao pé da letra e em tradução livre, “Crowdfunding” significa “financiado pela multidão”. É a união de várias pessoas, que contribuem com determinadas quantias e que viabilizam um projeto ou uma ideia. Ou seja, a nossa popular “vaquinha”, com propósitos diversos, mas principalmente voltados para a cultura, como produção de filmes, peças de teatro, saraus de literatura, exposições de comics, e por aí vai...

Vários sites começam a aparecer, em uma febre parecida com a dos sites de “compras coletivas”. Mas o princípio do Crowdfunding é outro, é algo mais do tipo “um pouco de cada indivíduo, e no final todos ganham”.

Na gringa, o nome mais comentado é o Kickstarter, site com vários projetos de música, teatro e filmes independentes. Já aqui no Brasil temos algumas boas opções, como o Catarse, autointitulado como "a primeira plataforma de financiamento coletivo do Brasil"; o Incentivador, com vários projetos bacanas;  o Produrama, aparentemente o mais diversificado de todos, e o Queremos, que recentemente viabilizou o show do LCD Soundsystem no Rio de Janeiro, e que é mais voltado para shows. Estes são os sites que me parecem ter uma postura séria, e que com certeza valem a visita.

Penso que talvez seja esse o caminho para viabilizar os vários projetos interessantes que existem por aí, principalmente na área do audiovisual, hoje em dia tão dependente do duvidoso incentivo público, onde o produtor desconhecido não tem vez nem voz. Para apoiar um projeto, basta que se identifique um público com as mesmas afinidades e pronto, o que não parece ser tão difícil assim. Ou será que é?

Recomendo que vocês naveguem pelos sites, vejam os projetos, e se gostarem de algum em específico, que contribuam. Lembrem-se que o pouco, quando unido, faz toda a diferença. E se tiverem um projeto bacana pra cadastrar, não esqueçam de nos avisar. ;)

See ya!
4 Elementos – Fábrica de Ideias


1 Comenta aqui!:

João Ludugero disse...

Por gentileza, se puder, me "persiga".
Eu já tô dentro, te seguindo.
Hiper abraço,
João.
Adorei seu espaço.