Por Marcelo Pereira
Fala, amigos!
Sei que hoje é sexta-feira pré carnaval, e que tá todo mundo pensando onde vai se perder mais tarde. Sei também que a 83ª edição do Oscar aconteceu no Domingo passado (ou seja, uma eternidade, nos dias de hoje). Mas só agora consegui retomar este bate-bola com vocês, por isso o post tardio.
Análise do Oscar 2011, em poucas palavras: burocrático e previsível. “O Discurso do Rei”, “A Rede Social”, “Cisne Negro” e “A Origem” foram os principais destaques, sendo que “O Discurso do Rei” levou os principais prêmios: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Diretor – uma das poucas surpresas – e Melhor Roteiro Original.
Até aí, nenhuma novidade. O que muitos cinéfilos brasileiros esperavam na verdade era a pequena mas real possibilidade de finalmente o Brasil ganhar um Oscar com o documentário “Lixo Extraordinário”, trabalho de Vik Muniz com a comunidade do Jardim Gramacho, no RJ.
Vik Muniz tem seu trabalho reconhecido mundialmente, à princípio era o tema central do filme, ver o processo de criação do artista, trabalhando elementos comuns, como o lixo. Mas quem assistiu o filme nota que o mais interessante do documentário é justamente a chance de conhecer as pessoas que trabalham no lixão e sua visão de mundo, como do catador Tião, o presidente da Associação dos Catadores do Jardim Gramacho, e que viveu um dia de estrela no tapete vermelho do Oscar.
É um filme bom, faz a gente pensar nestes seres invisíveis que estão por aí, nas ruas, nos lixões, nas esquinas, mas que (quase) ninguém nota. Mas não foi tão bom e nem teve apelo suficiente para ganhar o cobiçado troféu.
Mas voltando para a pergunta do título do post: será que o Brasil e Oscar realmente não combinam? Depois de toda essa retomada de grandes públicos para o cinema nacional, por quê ainda não conseguimos criar filmes bons o suficiente para concorrer com reais chances? E mais: será que ganhar um Oscar é realmente tão importante assim pro nosso cinema?
Oscar é um prêmio americano, feito por americanos, para americanos. Até onde precisamos da “chancela” do Oscar para atestar a qualidade do nosso cinema?
Perguntas que só a qualidade dos novos diretores e produtores poderão responder.
E como dica, deixo pra vocês mais um vídeo sobre reciclagem e pessoas, tão bom quanto “Lixo Extraordinário”, mas feito pelos talentosos do Cinema de Rua.
Barão Geraldo from Cinema de Rua on Vimeo.
See ya!
4 Elementos – Fábrica de Ideias
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